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sessão dois - este é o meu filho muito amado

dias dezoito e vinte e dois de outubro de 2011.

enquanto chegavam, repletos de alegria e de novidades, e depois de um abraço aqui e ali, íamo-nos juntando em roda. fizemos uma dança muito simples: dois passos para a frente, dois passos para trás, um passo para a direita e dois passos para a esquerda. foi fácil de aprender!
era chegada a hora de entrar na sala. primeiro, um espaço para contar todas as coisas engraçadas da semana. depois atrevi-me a fazer uma pergunta: o que gostas mais em Jesus? "do cabelo", "da roupa", "do coração", "dos olhos", "do amor que tem por nós", "do carinho", "da amizade", "das histórias", "do abraço", "do que nos diz", as respostas multiplicavam-se. e a cada uma íamos percebendo o quanto gostávamos de Jesus. afinal, não é só a roupa que é engraçada e o cabelo cheio de estilo. Jesus é muito mais do que isso, é alguém com "um coração tão grande que cabe lá o mundo todo e ainda sobra espaço", é um amigo que nos dá carinho e nos abraça, que nos ama e nos diz como podemos ser felizes, sendo como Ele.
mas porque será que Jesus é tão bom? para tentarmos perceber, retomámos a história da sessão anterior, ainda nos lembrávamos todos! mas a história continuava... depois do pedro ter dito aquelas palavras de que gostáramos tanto, apareceu de repente uma nuvem muito grande no céu que cobriu todos. então, ouviu-se uma voz vinda da nuvem "este é o meu filho muito amado, escutai-O!". percebemos logo: aquelas palavras que pareciam vir da nuvem eram de Deus. então Jesus é filho de Deus. mas Deus gosta tanto de Jesus e Jesus de Deus, que é como se fossem um só. Jesus é a nossa forma de chegar a Deus. ai, que complicação! pronto, Jesus é como se fosse um bocadinho de Deus que preferiu ficar aqui no meio de nós, porque Deus gosta tanto, tanto, tanto de nós que não conseguia ficar longe! Jesus e Deus têm o mesmo coração e gostam ambos muito, muito de nós!
por isso é que Jesus é tão bom, porque Ele é um bocadinho de Deus!
satisfeitos com a nossa descoberta, partimos para a oração. mas, como podemos fazer a nossa oração? "podemos ouvir Jesus", "podemos falar-Lhe", "podemos usar o cubo da oração"*, "podemos fazer o sinal da cruz para Lhe dizer olá", "podemos acender uma vela", "podemo-nos pôr de joelhos", "podemos fazer silêncio", "podemos cantar", "podemos dizer orações que conhecemos", "podemos dar um abraço". afinal, há tantas maneiras de fazer uma oração! "isso é bom, porque assim não temos de estar sempre a fazer a mesma coisa" dizia alguma criança.
mas desta vez íamos aprender uma forma totalmente nova! eu, pelo menos, nunca tinha feito! a nossa oração ia ser uma dança, aquela que tínhamos treinado no início da catequese.
ainda nos lembrávamos de como era: dois passos para a frente, dois passos para trás, um passo para a direita e dois passos para a esquerda. desta vez, porém, íamos ter uma vela acesa no meio. sabíamos bem que a vela é o símbolo que usamos sempre para nos lembrarmos que Jesus está ali, ao nosso lado, no meio de nós!
então, quando dávamos os dois passos para a frente, estávamos a aproximar-nos d'Ele, como quando ajudamos os nossos pais, nos portamos bem ou damos um abraço a um colega. mas depois dávamos dois passos para trás, afastávamo-nos, como quando não obedecemos ao professor ou chamamos nomes a um amigo. e quando estávamos assim, mais longe, era difícil encontrar o caminho. ora andávamos para a direita, ora andávamos para a esquerda, à procura daquele que nos fazia mais felizes. e depois percebíamos: o caminho é para a frente, para mais perto de Jesus!
no final, fizemos um compromisso: durante esta semana íamos ensinar a alguém esta forma nova de rezar!






*cubo da oração - um dado que se lança e dá um tema para a nossa oração (escola, amigos, família, natureza, sobre mim e segredo). depois podemos agradecer por essa coisa, contar algo relacionado com esse tema que nos tem deixado tristes ou que, por outro lado, nos deixa alegres. quando sai segredo, ficamos em silêncio, a escutar o que Jesus nos quer dizer. no ano passado, construímos juntos um cubo da oração.